Quando “CX ruim” vira problema de marca e o poder de reconectar funil e sentimento

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“UX ruim é um problema de marca”: esse foi o ponto de virada para mim ao revisitar a palestra Unshittifying CX: Reconnecting Funnels and Feelings, apresentada por Yael Cesarkas, da R/GA, e Brent Mitchell, da Sephora, durante o Cannes Lions 2025

O que eles trouxeram de tão impactante:

  1. Brand e CX precisam conversar
    A separação entre promessa de marca e entrega de experiência gera um vazio: o cliente sente e percebe isso. É como um barco furado na jornada do consumidor.
  2. “Brand” virou exercício acadêmico; CX virou obsessão por otimização
    Temos mais dados, tecnologia e recursos do que nunca, mas a satisfação do cliente continua caindo. O motivo? Experiências tecnicamente corretas, porém emocionalmente vazias.
  3. Fragmentação estratégica = desalinhamento generalizado
    Segundo a cobertura da Globe Media Group, muitos profissionais de marketing controlam menos de 25% da jornada do cliente. O efeito? Uma desconexão operacional que afasta a experiência da identidade da marca.
  4. Sephora como exemplo prático de coerência
    A marca trata a experiência como ativo criativo, não centro de custo. Ligue: os programas de fidelidade respondem por 95% das compras, e o conteúdo nas redes sociais espelha a energia da loja física.
  5. A solução está na construção de plataformas, não campanhas
    Em vez de fragmentar por formatos, a sugestão foi criar uma plataforma de comunicação estrutural, uma ideia consistente que pode se desdobrar com flexibilidade, mantendo coesão e relevância em todos os pontos de contato.

Como traduzir isso para o cotidiano de marca/design/produto?

InsightAplicação prática
Experiência = marcaCada ponto de contato (push, checkout, onboarding) deve ser projetado como branding
Plataforma criativaEvite campanhas isoladas, crie sistemas de comunicação que se adaptam de modo integrado
CX como ativo emocionalDrivers de lealdade vêm da emoção, não apenas da eficiência. Faça o CX “sentir” sua marca
Quebre os silos internosIntegre marketing, CX e produto com objetivos comuns, KPIs compartilhados e visão emocional

Conclusão / call to action

A tal da “des-shittificação” não é um trocadilho engraçado, é um chamado urgente para repensar como organizamos marca, experiência e relação com o cliente no dia a dia. Em tempos de excesso de mídia e pouca atenção, a lembrança emocional se torna diferencial. Quando CX é tratada como branding em movimento, a lealdade acontece.

E você, como tem reconciliado marca e experiência na sua atuação?

Dicas de tom e estilo:

  • Use uma voz direta, reflexiva e pessoal, como se você estivesse chamando para uma discussão real.
  • Integre suas próprias percepções ou exemplos sempre que possível.
  • Convide à reflexão ou ao diálogo com perguntas abertas (como a do final).
  • Se quiser, posso ajustar o texto para formato mais curto (carrossel), com trechos destacados e visual mais leve.
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