UXCONF 2025 – DESIGN (i)MUTÁVEL: O que fica e o que passa?

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Gravar um episódio do BDUX ao vivo, dentro de um auditório cheio, muda completamente a energia da conversa. Não é só câmera e microfone, é olho no olho, risada da plateia, nervosismo de quem vai subir no palco e aquele clima de comunidade que só evento presencial traz.

Nesse encontro especial, o papo girou em torno de algo que parece simples, mas é cada vez mais essencial, o papel do design além da ferramenta. Conversamos com organizadores e palestrantes sobre bastidores de evento, mas também sobre temas que atravessam o momento atual da área, influência, adaptação, fundamentos e a parte humana do trabalho.

Falamos sobre como times de design não podem nascer de receita de bolo. Não adianta copiar a estrutura de outra empresa se o contexto, os desafios e a maturidade do negócio são diferentes. Design só faz sentido quando resolve problemas reais, e isso exige leitura de cenário, colaboração e muita escuta.

Outro ponto forte foi a volta aos fundamentos. Em meio a IA, automações e novas tecnologias, ficou claro que quem entende de arquitetura da informação, conteúdo, contexto e comportamento do usuário consegue navegar melhor pelas mudanças. Ferramentas evoluem, mas a capacidade de raciocinar, estruturar e dar sentido à experiência continua sendo o diferencial.

Também entrou na conversa a importância da vulnerabilidade na liderança e nos times. Criar espaços seguros para errar, aprender e trocar é o que sustenta inovação de verdade. Sem conexão entre pessoas, não existe colaboração, e sem colaboração, o design perde força.

No fim, o que ficou desse BDUX ao vivo foi uma sensação boa de reencontro com a essência, design como prática humana, coletiva e intencional, que usa tecnologia como meio, não como fim.

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