No mais recente episódio do Bom Dia UX, recebemos o professor e pesquisador André F. Costa para uma conversa imperdível sobre as competências que o profissional de design precisa desenvolver para se manter relevante num cenário cada vez mais moldado pela inteligência artificial.
A gravação foi uma jornada de 1h30 repleta de provocações, reflexões e aprendizados e ainda teve espaço para uma visita especial da Luana Silva, organizadora do Design Dendê, que vai movimentar Salvador (BA) entre os dias 20 e 23 de novembro. Falamos de eventos, cultura, mercado e claro… muito sobre o futuro do design.
A inteligência artificial não é opcional
André começou nos lembrando de algo essencial: a AI já está entre nós, e não é mais uma questão de “se”, mas de “como” ela está integrada ao nosso cotidiano profissional. Ele alerta para o risco de tratarmos a AI como algo que pode ser evitado. Pelo contrário, ela será ubíqua, como a eletricidade. E assim como usamos luz sem anunciar, usaremos AI sem precisar justificar.
UX como elo entre tecnologia, negócio e pessoas
André foi direto: UX é sobre resolver problemas de negócio com base na experiência do usuário. Isso exige, mais do que nunca, repertório técnico, entendimento de AI (sem precisar ser engenheiro de machine learning) e capacidade de analisar sistemas que se adaptam em tempo real. Produtos com AI exigem uma abordagem nova, não apenas pela tecnologia, mas pelo novo papel do usuário: ele deixa de ser passivo e se torna cocriador.
Competências do presente (que chamam de futuro)
Durante a conversa, discutimos o que de fato muda para quem trabalha com experiência digital:
• Compreensão dos diferentes tipos de AI (generativa, determinística, narrow AI…)
• Conhecimento dos limites e potencialidades das ferramentas — e como aplicá-las no processo de design
• Pensamento crítico para identificar alucinações e vieses — inclusive os nossos
• Habilidade de calibrar confiança, ensinar o sistema e desenhar produtos que aprendem com o uso
• Capacidade de prever falhas, porque como bem disse André, “prever as merdas” faz parte do trabalho
Não seja um “negacionista de AI”
Um dos momentos mais marcantes foi o alerta que ele deixou: não perca tempo tentando provar o que o ChatGPT ainda não faz. Em vez disso, dedique sua energia a entender o que ele faz bem e como isso pode impulsionar seu trabalho. Afinal, como ele mesmo disse: quem não estuda ou aplica, será substituído por quem estuda e aplica com inteligência.
Ferramentas? Elas são só o começo
Conversamos também sobre o uso de plugins como Coco e UX Pilot, que ajudam na geração de personas sintéticas, ideias de fluxos e até protótipos de forma acelerada. Mas com um lembrete essencial: AI não substitui repertório nem pensamento crítico. Ela só amplifica o que já somos capazes de fazer.
E o futuro?
O papo terminou com uma reflexão sobre a história da tecnologia. A revolução industrial não eliminou empregos. Ela os transformou. Com a AI, será igual. Os designers que souberem navegar a complexidade, usar as ferramentas de forma estratégica e pensar produto, negócio e experiência de forma sistêmica vão prosperar.
🎧 Quer ouvir tudo isso e muito mais?
O episódio completo está disponível no YouTube, no canal do Bom Dia UX.
Assista, compartilhe e nos diga: o que você tem feito hoje para se tornar o profissional do amanhã?
📅 E já anota: dias 20 a 23 de novembro, em Salvador, tem o Design Dendê, o primeiro festival baiano focado em design, cultura, diversidade e impacto social. A gente se vê lá.
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