No último episódio do Bom Dia UX, recebi o Felipe Nzongo para uma conversa franca sobre um tema que temos debatido bastante: o papel da liderança de design diante da queda de qualidade e da desconexão com o craft.
A conversa partiu de um ponto simples: será que líderes precisam ser “mão na massa”? E o que significa isso de verdade?
🎯 Líder que não entende de design… lidera o quê?
Felipe trouxe um ponto direto: quando o líder se afasta demais da prática, corre o risco de virar apenas um gestor de RH. E sem repertório técnico, não dá para orientar, defender ou tomar decisões conscientes sobre design.
Não é sobre desenhar telas, mas saber explicar por que não usar drag and drop para um público com baixa familiaridade digital, por exemplo. Isso exige base.
📉 Um gap de qualidade que explodiu
Nos últimos anos, muitos líderes foram promovidos sem preparo. As equipes ficaram mais júnior, os líderes mais distantes e a qualidade despencou. O mercado agora tenta resolver isso pedindo que líderes voltem a se envolver com o design, mas não por moda, e sim por necessidade.
💡 Design com intenção
Design não é só estética. É sobre traduzir intenções humanas em soluções. Isso exige repertório, leitura e prática. Como dizemos na conversa: não é sobre escolher a fonte no Google Fonts, mas entender o impacto dessa escolha no produto.
📌 O líder como tradutor
Um bom líder de design traduz objetivos de negócio em ações concretas para o time. “Aumentar GMV” é vago. Reduzir reembolsos com um fluxo mais claro de cancelamento é algo que design resolve.
Resumo?
Liderança de design exige repertório, visão estratégica e consciência. Quem se afasta totalmente do craft perde a capacidade de guiar e o time sente.
📺 Assista ao episódio completo no canal do Bom Dia UX
📚 Design em Escala – livro do Felipe Nzongo
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