O pensamento da experiência em jogos com Vicente Martin Mastrocola

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Se você trabalha com produtos digitais, sua obsessão é o “esforço zero”. Mas e se eu te dissesse que, no mundo dos games, o excesso de facilidade é o caminho mais rápido para o fracasso?

No novo episódio do nosso podcast, conversamos com Vince Vader, um dos maiores especialistas em game design do Brasil. Vicente Martin Mastrocola é um veterano com mais de 26 anos de carreira, professor da PUC e SPM, e autor do livro Introdução a UX em Games. Ele é o nome por trás de reformulações de clássicos como o jogo de tabuleiro War.

Ele traz uma perspectiva que buga a mente de qualquer UX Designer tradicional: em jogos, muitas vezes a “experiência perfeita” nasce de subverter todas as regras de usabilidade que você aprendeu na faculdade.

O que você vai aprender (se conseguir resolver o puzzle):

  • UX às avessas: Por que jogos como Silent Hill usam neblina e câmeras ruins propositalmente para criar a experiência de “desespero” — e por que isso é um design genial.
  • O fim da amizade (com hora marcada): Como o Vince redesenhou o clássico War para deixar de ser um jogo infinito de 5 horas e virar uma experiência estratégica de 90 minutos.
  • A “Mão Invisível” do Onboarding: O que o Angry Birds ensina sobre cultura e instinto que um manual de 50 páginas nunca conseguiria.
  • Fricção vs. Recompensa: Entenda por que um botão de compra deve ser fácil, mas o caminho até o “chefão” precisa ser um “trabalho não remunerado” de tentativa e erro.

“O jogo é morto, a experiência é viva.”

Citando Jesse Schell, Vince provoca: o jogo é apenas um monte de código ou papelão; ele só ganha vida quando o jogador decide se esforçar para vencer um obstáculo. Se não há desafio (ou fricção), não há jogo.

Se você quer entender como aplicar a psicologia dos games para criar produtos que viciam e engajam, este papo é uma aula obrigatória.

Quer mergulhar na teoria? O link para o livro do Vince, Introdução a UX em Games, e o seu portfólio (vincevader.net) estão logo abaixo.

Você prefere um jogo que te pega pela mão ou um que te joga no escuro para você se virar? Deixe seu comentário!

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